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    [Fan Fic / RPG] (Dragon Age) Velzart

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    Miroku-sama
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    [Fan Fic / RPG] (Dragon Age) Velzart

    Mensagem por Miroku-sama em Qua 22 Maio 2013, 17:03

    - Dragon Age logicamente não me pertence. -







    Você acredita em histórias felizes? Bem, chame-me de tolo, ou do que melhor lhe suceder em mente, mas um dia eu já alimentei tal tipo de sentimento. Esse feliz e inocente ponto de vista. Tempos agora distantes, onde o continente de Velzart vivia em relativa harmonia, prosperidade. Todos tinham suas famílias, louvavam suas crenças e exerciam seus ofícios. Uma vida comum, de cidadãos comuns de uma pátria sem muitos luxos ou acontecimentos impactantes, a destacá-la das demais na história. Mas isso tudo foi varrido, sumiu como se nunca houvesse sido necessariamente real... Eles vieram, em grandes quantidades, em verdadeiros bandos. Os exércitos do caos, da violência, da desgraça. São usualmente chamados de Darkspawn, seres desprovidos de honra ou clemência, que vivem com o único objetivo de digladiar, e arrancar o couro de suas vítimas. De romper suas armaduras, suas vidas, esperanças, e deliciarem-se com o quente líquido referente à existência. Para mim são demônios em terra, mas um tipo de bestialidade que ritos tradicionais são incapazes de deter, de selar. Demônios que só caem perante a espada, ao suor do perigoso combate. Se vão cair pela espada, que seja pela minha!


    Os contos antigos, repassados pelos estudiosos anciães se referem aos darkspawn como seres humanos de outrora, o que chega a ser complicado de acreditar. Humanos, tomados pelo poder, que tiveram acesso a habilidades, magias proibidas, e conhecimentos acima de qualquer outro precedente, e em vez de se satisfazerem, almejaram mais. Ambiciosos e cruéis mesmo para com seus iguais. O voo mais alto é sempre o mais perigoso, requer maiores preços, e assim se sucedeu. Eles conheceram na carne o peso de seu pecado. Cometendo atrocidades aos montes pelo desejo de soberania, terminaram traídos e amaldiçoados pela eternidade. Corpos moldados em carne, muitas vezes com a ausência do raciocínio, e dominados pelo simples instinto bestial de extermínio. Esses são os nossos inimigos, cada vez mais numerosos em sua inesgotável fúria para conosco. Sem fazerem distinção de raça, idade, inclinação ou classe. Com ninguém se aliam, a todos propagam o doloroso sofrimento. Os algozes de nossos tempos modernos, movidos pela simples vontade de matar. E liderados por seus próprios generais, uma hierarquia própria moldada no sangue. Que quanto mais poderosos, mais tem do sangue de seu líder. O chamado Archdemon, o demônio milenar cuja alma se diz imortal, a sondar nosso globo por intermináveis vezes. A besta suprema, em forma do dragão milenar, responsável por todas as atrocidades que tanto nos afligem, nos limitam físico e psicologicamente. Apenas os Wardens podem exterminá-lo, mas nenhum conseguiu o feito até o momento. De nada basta o conhecimento se não temos o poderio necessário. E enquanto isso, as baixas se acumulam...


    Assim começa a missão de nós, Grey Wardens... Aquela tropa com um só fim, um só objetivo. Combater a Blight, o inferno que se alastra a cada segundo em nossa amada terra. Podem nos vencer, mas não iremos cair sem lutar, isso a mim é algo óbvio, uma doentia motivação que move meu corpo após cada morte, cada desgraça. Aprendemos a lidar com eles em situação de menor desigualdade, a equiparar as forças. Mas aqui também houve o impactante peso... Na medida em que conhecíamos mais nossos inimigos, percebemos que apenas tomando de seu próprio sangue, temos alguma chance, mesmo que ínfima de derrotá-los um dia. Se tornar um demônio, ter sangue impuro e desgraçante, asqueroso, nas veias. Para um dia almejar a luz. A luz para os outros, digo... Não sou religioso, muito menos busco enganar aqueles que um dia imagem se unir às nossas forças. Ser um Grey Warden não é um privilégio, muitas vezes não é uma escolha, uma opção. Não é um orgulho, um pretígio, algo que vá lhe fazer diferente perante o resto da sociedade. Eles há muito nos esqueceram, já nos ignoram direcionando pouca credibilidade há tempos. Alguns mesmo nos culpam não só nos dizendo incapazes de combater o que nos especializamos a enfrentar, mas nos colocando como cúmplices, como oportunistas, que mantém a Blight para que continuemos tendo evidência, destaque, tarefa social no globo. No entanto, não se engane amigo, ouça as minhas sinceras palavras, as palavras de alguém já tomado pelo sangue dos demônios já há algum tempo, nessa triste cruzada. Ser um Grey Warden é assumir um pacto sem volta, um compromisso doloroso até o fim, por algo maior. Não pedimos apenas sua dedicação, seu esforço acima da média. Pedimos sua vida, caro irmão! Largue sua individualidade, deixe pra trás família e demais laços caso ainda tiver algo do tipo. Ser um Grey Warden é a maior entrega que se pode realizar. Lute enquanto puder, e morra quando sua hora chegar. Mas morra sabendo que o que fez, ajudará a gerações futuras não viverem o inferno que tanto lhe privou. Lute, ame e morra... E saiba que não estará só! Somos uma fraternidade, unidos pela mesma causa. Até que o fim nos alcance. Independente de qual seja o fim.



    “Join us, brothers and sisters. Join us in the shadows where we stand vigilant. Join us as we carry the duty that cannot be forsworn. And should you perish, know that your sacrifice will not be forgotten… and that one day, we shall join you.”
    — Alistair, before the Joining ritual.


    Diário de Guerra – Galates Durandor

      Data/hora atual: Ter 27 Jun 2017, 03:07